segunda-feira, 22 de março de 2010

Vantagens e desvantagens (>o<)

Como seria de esperar, estas alterações não poderiam ser aceites sem contestação, uma vez que estamos a “brincar” com o material genético de organismos vivos, que à partida, para muitas pessoas deveria ser sagrado e inalterável. Por iss vimos também as vantagens/benefícios e desvantagens/riscos que apresentam tanto para o ambiente como para o Homem.

Como exemplo de vantagens/benefícios temos:


• Resistência a pragas (pondo as plantas a produzir toxinas letais para organismos que as ataquem), herbicidas, metais tóxicos do solo;
• Enriquecimento nutricional (ex: arroz dourado geneticamente modificado que produz maiores quantidades de vitamina A);
• Possibilidade de cultivo em zonas impróprias para plantas vulgares (este aspecto traz vantagens em países sub-desenvolvidos nos quais as condições de vida são extremas e muitas vezes os solos são inférteis);
• Possibilidade de obter alimentos com maior tempo de conservação;
• No caso dos animais, podemos manipulá-los, para que apresentem uma determinada característica de interesse, eliminando outras que não o sejam. Podemos modificar-lhe a cor, o tamanho, a altura, etc.
• Produção de vacinas, insulina, interferões (proteínas antimicrobianas), etc.;
• Grande aumento na produção alimentar a baixo custo que suprimiria as necessidades dos países subdesenvolvidos;
Teríamos portanto o problema da fome no mundo teoricamente resolvida. No entanto esta última vantagem é ilusória. O problema da fome não ficaria resolvido com o aumento de produção, uma vez que o problema não reside na baixa produção. Reside sim na má distribuição dos recursos e da riqueza.

Compreendendo as vantagens poderíamos pensar que a manipulação genética seria a solução inconsequente para muitos problemas/limitações na produção de alimentos.
No entanto, como em tudo, há o reverso da medalha.
Como desvantagens/riscos temos:

• Impactes sobre a biodiversidade - as plantas geneticamente modificadas, passam a apresentar vantagens em relação a outras plantações e a animais. Assim, enquanto as plantas modificadas de disseminam indefinidamente, as plantas normais vão desaparecendo para dar lugar às outras, por não apresentarem tanta resistência. Desaparecendo estas e sendo as modificadas resistentes a pragas, vão matar os organismos que as atacarem. Estes últimos serviriam de alimento a outros e assim sucessivamente, podendo destruir cadeias alimentares inteiras (cruzamento entre espécies modificadas e não-modificadas pode intensificar esta última consequência);
• Vegetais modificados que possuam genes que lhes confiram resistência a antibióticos, podem transferir essas características a miroorganismos patogénicos para o homem;
• Por vezes as alterações feitas, podem não ser compreendidas na totalidade. Isto é, pode-se pensar que se está a modificar apenas determinada característica, mas, indirectamente acaba-se por alterar mais do que uma. Um organismo modificado pode produzir toxinas ou proteínas alergénicas, que não se pensava virem a ser produzidas inicialmente (ex: 1989 no Estados Unidos 37 pessoas acabaram por falecer e outras 1500 ficaram inválidas devido à ingestão de um complemento de triptofano sintetizado por bactérias modificadas. Este complemento gerou no organismo do consumidor uma resposta auto-imune);
• Defende-se que, com a excessiva preocupação em manipular organismos, muitas empresas/companhias de produtos agrícolas passam a deter um grande poder sobre a produção de alimentos e sobre os agricultores que utilizam os seus produtos;

• As toxinas produzidas nas plantas modificadas, podem ser prejudiciais ao homem;
• Sendo a manipulação uma ciência em desenvolvimento e ainda recente, há muitas consequências que ainda se desconhecem e que a longo prazo se podem manifestar, sendo prejudiciais tanto para o Homem como para o ambiente;

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