segunda-feira, 17 de maio de 2010

"Three Approved GMOs Linked to Organ Damage"

Três OGM aprovados Relacionados com a lesão de órgãos


Um estudo realizado por: Vendômois JS, Roullier F, Cellier D, Séralini GE. “A Comparison of the Effects of Three GM Corn Varieties on Mammalian Health”.Int J Biol Sci 2009; 5:706-726, mostra os efeitos de três tipos de milho geneticamente modificado, produzido pela empresa “Monsanto” em mamíferos.
O estudo foi realizado sobre as variedades Mon 863, Mon 810 produtor de insecticida e Roundup® absorsor de herbicida NK 603. Estas variedades foram aprovadas para consumo na União Europeia, por diversas autoridades nacionais e internacionais de segurança alimentar. O estudo foi realizado , ironicamente, com base nos mesmos dados que permitiram a aprovação dos OGM.
O “Committee of Independent Research and Information on Genetic Engineering” (CRIIGEN) e as Universidades de Caen e Rouen adquiriram os dados originais e confidenciais do estudo da Monsanto sobre os OGM em 2002, após um tribunal Europeu o ter declarado público em 2005.
Gilles-Eric Séralini, um biólogo molecular da Universidade de Caen enfatizou que os dados do estudo da empresa americana demonstravam impactos adversos nefastos nos rins, fígado, coração, glândulas supra-renais, baço e sistema hematopoiético.
Em Dezembro de 2009 o estudo deste biólogo sobre os mesmos dados foi publicado no International Journal of Biological Sciences (IJBS) e está de acordo com um outro estudo realizado em 2007 pelo CRIIGEN sobre o OGM Mon 863, tal como publicado na Environmental Contamination and Toxicology. A Monsanto rejeitou as conclusões de 2007 dizendo:
“As analises conduzidas por estes autores não são consistentes para o que foi tradicionalmente aceite para uso por toxicologistas regulatórios, para análise de dados de toxicologia em ratos.”

Séralini explicou que o estudo vai além da análise da Monsanto, explorando os efeitos dos OGM sobre a saúde sexual diferenciada no sexo dos mamíferos:
“O nosso estudo contradiz as conclusões da Monsanto porque a empresa neglegencia sistematicamente efeitos significantes na saúde em mamíferos que são diferentes em machos e fêmeas que ingerem OGMs, ou não proporcionais à dose administrada. Isto é um erro grave, dramático para a saúde pública. Esta é a mais importante conclusão do nosso trabalho - a única re-análise cuidadosa dos dados estatísticos brutos da Monsanto.”

Outros problemas com as conclusões da Monsanto

O protocolo padrão para as análises estabelece a necessidade do uso de pelo menos três espécies de mamíferos diferentes. Os estudos da Monsanto apenas usou ratos, e ganhou aprovação em mais de dez nações.

O tempo do estudo foi de apenas 90 dias, o que pode ser discutido como não sendo suficiente para encontrar problemas crónicos de saúde. Sendo que na maioria dos casos é necessário esperar uma média de 2 anos para tais sintomas aparecerem.
A análise da Monsanto foi também apenas comparada com grupos alimentares independentes. A refutação de Junho de 2009 explica: “A fim isolar o efeito da transformação em OGM de outras variáveis, é apenas válido comparar o OGM com o seu equivalente original não modificado.”

Os investigadores Vendômois JS, Roullier F, Cellier D e Séralini GE, concluem que resíduos dos pesticidas usados nos OGM estarão presentes na alimentação humana e animal, podendo apresentar riscos para a saúde. Pediram que a importação e cultivo dos OGM fosse interdita imediatamente e o fornecimento de estudos adicionais de alimentação em pelo menos 3 espécies de mamíferos.
Sendo a saúde humana de importância primordial, também não podemos esquecer os efeitos ecológicos. A grande maioria das culturas OGM toleram ou produzem insecticidas, pelo que se observa uma grande taxa mortal nos insectos polinizadores das culturas. Isto pode também ser visto como alarmante nos OGM.

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